O Alto Douro Vinhateiro é uma zona particularmente representativa da paisagem que caracteriza a vasta Região Demarcada do Douro, a mais antiga região vitícola regulamentada do mundo. A paisagem cultural do Alto Douro combina a natureza monumental do vale do rio Douro, feito de encostas íngremes e solos pobres e acidentados, com a ação ancestral e contínua do Homem, adaptando o espaço às necessidades agrícolas de tipo mediterrâneo que a região suporta.
Fonte: Direção-Geral do Património Cultural

Castelo [Leiria]

Ainda hoje o Castelo de Leiria permanece como um símbolo monumental da nossa história.
Guarda no interior das imponentes muralhas vestígios das diversas fases de ocupação, desde a fortaleza militar ao palácio real.
Desde os primórdios da ocupação humana na Península Ibérica, quando os instrumentos principais eram feitos de pedra, o homem deixou-se encantar por estas paisagens envolventes, entre o mar e a serra.
Dita a história que terá sido D. Afonso Henriques quem mandou construir, em 1135, um castelo, entre Coimbra e Santarém, no alto de uma elevação rochosa, um pouco a sul da confluência do rio Lis com o rio Lena.
E foram vários os reis e rainhas que se deixaram deslumbrar pela paisagem fantástica que é possível observar do topo do morro.
D. Dinis terá sido um dos monarcas que passou algum tempo em Leiria, juntamente com a sua esposa, a Rainha Santa Isabel, e a ambos é atribuída, entre outras, a lenda do Milagre das Rosas(1), sendo esta apenas uma das várias histórias que nasceram em Leiria graças a estes reis.
Mas é também a D. Dinis que se atribui a reforma da Igreja de Santa Maria da Pena e a reconstrução e ampliação da poderosa Torre de Menagem.
A D. João I se deve a construção dos Paços Novos do Castelo, um dos mais belo palácios reais de Portugal, e a adaptação de Santa Maria da Pena a capela palaciana.
Vários séculos depois, o Castelo e a cidade viriam ainda a sofrer danos com o terramoto de 1755 e com as invasões francesas, ficando quase ao abandono.
Fonte: Câmara Municipal de Leiria